Do Estadão
Sem nunca ter realizado disputa interna
para escolher um candidato, a cúpula do PSDB paulistano trabalha agora
para transformar o mecanismo que o próprio partido apontou como o mais
“democrático” em um mero jogo de cena. Nas bastidores, líderes tucanos
articulam para que o vencedor da prévia, marcada para março, segure a
cadeira até a entrada do ex-governador José Serra no
palco como candidato. Por conta de manobras como essa, tradicionais
quadros tucanos já rechaçam a condução do processo pela direção do
partido no Estado.
“O PSDB vai definhar se continuar sendo
apenas um clube parlamentar e uma federação de “caciquias” estaduais.
Esse papel o PMDB faz mais e melhor. Se quer se conectar com a
sociedade, como seus dirigentes dizem querer, o PSDB precisa se conectar
com seus filiados, para começar. As prévias em São Paulo representam um
passo na direção certa”, afirmou o cientista político Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência no governo FHC (1995-2002).
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