Com
o anúncio feito ontem (30) pelo governo federal de vincular
integralmente os recursos dos royalties do petróleo de futuros contratos
à educação, a sociedade civil já começa a se mobilizar para garantir a
destinação desses recursos para educação pública.
“Vamos analisar o texto da medida provisória, esse é o primeiro
passo. Não adianta colocar no contexto dos royalties a destinação para
educação. Tem que especificar que essa destinação é para educação
pública. A gente não pode financiar a ineficiência do setor privado na
educação”, argumentou Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha
Nacional pelo Direito à Educação.
Com o veto da presidenta Dilma Rousseff ao artigo do projeto de lei
que propunha mudança na distribuição dos royalties do petróleo de campos
já em exploração, os estados e municípios produtores continuarão
recebendo os mesmos percentuais dos contratos no regime de concessão já
firmados. Em medida provisória (MP), o governo vai regulamentar os
contratos já estabelecidos e futuros, além de garantir a distribuição
das riquezas do petróleo e o fortalecimento da educação brasileira.
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