Afastada
da Prefeitura de Natal há um mês sob suspeita de desviar dinheiro
público, Micarla de Sousa diz ser um “arquivo vivo” e que foi “condenada
moralmente” apenas por “indícios”.
Em entrevista à Folha, a jornalista de 42 anos, cuja gestão era
reprovada por 92% da população, afirma que seu “martírio” começou após
“dizer não” a “poderosos e influentes” do Estado.
Segundo a Promotoria, havia uma “rede de corrupção” na prefeitura,
alimentada por verbas da saúde e da educação. Os recursos teriam bancado
supermercado, joias e até funcionários pessoais da prefeita afastada.
Com base em documentos e em dados telefônicos e fiscais, o Ministério
Público afirma ainda que servidores do primeiro escalão da prefeitura
agiam como tesoureiros pessoais de Micarla e do ex-marido.
Dona da afiliada local do SBT, Micarla diz que já vinha de família
rica, e que se endividou por ajudar “pessoas necessitadas”. Afirma que a
crise de gestão em Natal, que enfrenta caos em diversas áreas, é
resultado do baixo crescimento do país.
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