A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (3), em
Bruxelas, na Bélgica, que medidas drásticas de ajuste fiscal podem
"aprofundar" a estagnação da economia.
"A nossa experiência demonstra que, no nosso caso, ajustes fiscais
extremamente recessivos só aprofundaram o processo de estagnação, perda
de oportunidades e desemprego", disse Dilma durante declaração conjunta
ao lado do primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, no Palácio de
Egmont, sede do governo belga.
Presidente
Dilma e o primeiro-ministro Yves Leterme em declaração à imprensa após
reunião em Bruxelas, na Bélgica (Foto: Roberto Stuckert Filho /
Presidência)
A presidente citava a experiência do Brasil vivida durante a crise da dívida dos países latino-americanos da década de 1980.
"Dificilmente se sai da crise sem aumentar o consumo, o investimento e o
nível de crescimento da economia", concluiu a presidente.
A presidente afirmou que está tomando as medidas necessárias para
reduzir o impacto da turbulência econômica na economia brasileira. “O
Brasil está tomando todas as providencias para diminuir um eventual
impacto do aprofundamento da crise sobre sua economia.”
Dilma e Leterme discutiram sobre a crise da dívida soberana da zona do
euro, a economia global e energia nuclear. Eles sinalizaram que Brasil e
Bélgica devem cooperar na área de tratamento de resíduos nucleares e expandir as relações bilaterais.
Reforma da ONU
Na declaração à imprensa, Dilma também defendeu a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “Eu agradeci muito ao primeiro ministro o apoio belga à reforma do Conselho de Segurança da ONU e à aspiração brasileira de um assento permanente”, afirmou.
Na declaração à imprensa, Dilma também defendeu a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “Eu agradeci muito ao primeiro ministro o apoio belga à reforma do Conselho de Segurança da ONU e à aspiração brasileira de um assento permanente”, afirmou.
Dilma disse ainda que Brasil e Bélgica podem ampliar parcerias e citou
oportunidades de investimento para empresas do país europeu. “Nos
interessa também a participação de empresas belgas nos processos de
seleção que nós teremos daqui para frente, notadamente, na área de
satélites espaciais, especificamente satélite geoestacionário, também
pela experiência logística da Bélica, na área dos portos, aeroportos e
gestão de hidrovias.”
A presidente também convidou o premiê belga para participar da
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a
Rio+20, que será sediada no Brasil em junho de 2012.
“Reiterei o convite ao primeiro ministro para participar da conferência
sobre o clima, a Rio Mais 20. A Rio + 20 é um momento especial para que
os povos olhem para a frente e discutam seu desenvolvimento com cada
vez mais inclusão social e respeito ao meio ambiente”, disse.,
Fonte: G1
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