Promotor vai avaliar se oferece denúncia contra PMs presos.
Juíza foi morta a tiros em agosto; onze policiais estão presos pelo crime.

O Ministério Público já analisa parte do inquérito do caso do assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta em Niterói, Região Metropolitana do Rio no dia 11 de agosto, entregue pela Polícia Civil na sexta-feira (30).
De acordo com a assessoria do MP, com base no inquérito, os promotores decidirão se oferecem ou não à Justiça denúncia contra os policiais militares acusados do crime.
Onze PMs são suspeitos de envolvimento no crime e já estão presos, entre eles o ex-comandante do batalhão de São Gonçalo, Cláudio Oliveira, suspeito de ser o mentor do crime. Todos os policiais foram indiciados por homicídio. No entanto, de acordo com a assessoria do MP, ainda falta a Polícia Civil entregar outra parte do inquérito do caso, que estaria marcada para a terça-feira (4).
De acordo com a assessoria do MP, com base no inquérito, os promotores decidirão se oferecem ou não à Justiça denúncia contra os policiais militares acusados do crime.
Onze PMs são suspeitos de envolvimento no crime e já estão presos, entre eles o ex-comandante do batalhão de São Gonçalo, Cláudio Oliveira, suspeito de ser o mentor do crime. Todos os policiais foram indiciados por homicídio. No entanto, de acordo com a assessoria do MP, ainda falta a Polícia Civil entregar outra parte do inquérito do caso, que estaria marcada para a terça-feira (4).
O ex-comandante afirma ser inocente.
Dos onze policias militares presos, oito permanecem no presídio de
seguranca máxima Bangu 1. O motivo da transferência deles do Batalhão
Prisional, em Benfica, ficou mais claro depois que a polícia fez um
monitoramento de telefones feito com autorização da Justiça.
Segundo os investigadores, o tenente Daniel Benitez Lopes, usava um
celular dentro da cela do batalhão. Escutas telefônicas mostraram que
parentes de um dos PMs presos ajudaram a esconder provas do crime.
"A gente já tava tirando as coisas. Já estava sabendo, (por)que ontem foram na casa de um deles e acharam muita munição da mesma arma que matou a mulher", afirmou a irmã de um policial.
"Tiraram a munição e a arma que tava lá?" - perguntou o policial.
"Não, não tinha. Lá em casa, não tinha nada. Tinha arma nenhuma. Não tinha nada, tinha tirado tudo. A última coisa nós tiramos ontem", explicou.
PMs foram ao condomínio de Patrícia no dia do crime
"A gente já tava tirando as coisas. Já estava sabendo, (por)que ontem foram na casa de um deles e acharam muita munição da mesma arma que matou a mulher", afirmou a irmã de um policial.
"Tiraram a munição e a arma que tava lá?" - perguntou o policial.
"Não, não tinha. Lá em casa, não tinha nada. Tinha arma nenhuma. Não tinha nada, tinha tirado tudo. A última coisa nós tiramos ontem", explicou.
PMs foram ao condomínio de Patrícia no dia do crime

Imagens exclusivas obtidas pelo Fantástico mostram que policiais
suspeitos de participar do assassinato da juíza Patrícia Acioli passaram pelo condomínio onde ela morava e estudaram as rotas de entrada e saída que usariam poucas horas depois.
As imagens inéditas, gravadas no dia em que Patrícia foi morta, mostram
um homem caminhando na ponte de acesso ao condomínio onde a juíza será
assassinada à noite. É o tenente Daniel Benitez, do Batalhão da Polícia
Militar de São Gonçalo, que tem a cobertura do cabo Sérgio Costa Júnior,
também do 7º batalhão. Sete horas depois, são os dois que dispararam 21
tiros contra a juíza, segundo as investigações.
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