terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Jornal de Hoje, divulga nota sobre Mercado de João Câmara...

Matéria publicada no Jornal de hoje - 01-12-2012
Prefeitura de João Câmara e o Ministério Público do RN não vivem uma relação muito amistosa. O motivo? O fechamento do Mercado Público da cidade, que resultou no despejo de vários comerciantes. E o curioso nessa discussão é que tanto Município, quanto MP, não têm dúvidas que o Mercado não poderia continuar a funcionar, devido à falta de higiene. A questão é que, para a Prefeitura, o que parece é que ela não estava muito crente na possibilidade real do Mercado ser fechado.
Isso porque desde novembro de 2011 que MP e Prefeitura de João Câmara assinaram um termo de ajustamento de conduta onde era estabelecido que o Mercado Público fosse fechado – já devido a essa ausência de condições de higiene adequadas – e o novo fosse inaugurado até maio deste ano. Nada feito. Segundo o Ministério Público, a Prefeitura pediu prazos e mais prazos para continuar com o Mercado funcionando, mesmo sem que os problemas de higiene tivessem sido solucionados.
A “paciência” do MP, porém, se encerrou em novembro deste ano (um ano após a assinatura do TAC). Mesmo com o pedido do atual prefeito (eleito para mais quatro anos), Ariosvaldo Targino, o Vavá, do DEM, de renovação do prazo, o Ministério Público decidiu entrar com uma ação de execução na Justiça Comum e o juiz da Vara Cível, rapidamente, deferiu o pedido e determinou o fechamento do Mercado.
A decisão foi publicada no dia 5 de novembro e o prazo para os comerciantes saírem foi de 20 dias. Contudo, eles preferiram ficar lá até o último dia. Mais precisamente até o dia 28 de novembro, quando o destacamento da Polícia Militar local foi acionado para impedir a entrada de pessoas no Mercado e permitindo, apenas, que os comerciantes fossem até o local pegar seus pertences.
“Vale a pena lembrar que não se está discutindo quem tem razão. Na verdade, quando assinou o TAC, o prefeito assumiu que o Mercado Público precisava ser fechado porque não tinha condição de funcionamento e o novo fosse aberto”, afirmou o promotor de João Câmara, Paulo Batista.
E não é só isso que é importante ser lembrado. Paulo Batista afirma ainda que o MP faz apenas é cobrar um compromisso assumido para preservar a saúde dos consumidores em João Câmara. Por isso, inclusive, o Ministério Público cobra, também, a abertura do novo mercado. Para isso, porém, é preciso um laudo liberatório do novo prédio, que já está pronto. “Queremos que o problema seja resolvido sem danos a população. Esse lado é necessário para que não ocorra o mesmo problema da falta de higiene que ocorreu no outro Mercado”.
Mas, afinal, quais foram os problemas encontrados pela vigilância sanitária quando foi feita a visita ao Mercado Público de João Câmara? Os mais variados possíveis e não referentes, apenas, a falta de limpeza. “Higiene precária, prostituição, carnes de procedência desconhecida (possivelmente resultante de abatedouros clandestinos)”, lista o promotor Paulo Batista.

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