Foto - Rede Social Joca Basílio
Texto - Facebook de Joca Basílio - 10.03.2021
Às vezes, apenas palavras não podem transmitir o que se sente quando perdemos um ente querido.
Mas eu peço que leiam estas palavras:
Então ouvi uma voz do céu dizendo: "Escreva: Felizes os mortos que morrem no Senhor de agora em diante". Diz o Espírito: “Sim, eles descansarão das suas fadigas, pois as suas obras os seguirão". Apocalipse 14:13
As palavras de Deus serão sempre mais poderosas, profundas e penetrantes do que as nossas.
Por isso, escolhi a palavra de Deus para esta cerimônia de despedida.
Há muita coisa na morte que é triste; nós a tememos por natureza; ela nos separa de tudo o que nos é querido; explode tantas esperanças; e o túmulo é um local de descanso tão frio que nos leva a questionar o “porquê”.
Hoje, creio, que esta seja a pergunta que muitos estejam fazendo a sí e a Deus.
Reconforta saber que Deus escolhe anjos para completar sua missão.
Olhando a trajetória de vida de Maria Ecilvânia de Albuquerque Basílio, podemos dizer que ela combateu o bom combate, terminou a corrida e guardou a fé.
Maninha - como era carinhosamente chamada, era uma mulher de garra, firme na opinião, e, acima de tudo, humana. Sua história é de capítulos marcantes.
Natural de Severiano Melo, filha de Terezinha Albuquerque Melo e Francisco Gomes de Melo, maninha era a caçula dos 11 filhos do casal. Com eles, maninha aprendeu lições de honra que a acompanharam por toda a vida.
Maninha chegou aos 50 anos. E em cada dia vivido, honrou também os ensinamentos dos pais e do Pai celestial. Era uma mulher de fé inabalável, que tinha Nossa Senhora das Graças como protetora.
Ainda na adolescência, ela me conheceu e fomos companheiros de todas as horas, de todas as batalhas da vida durante esses 31 anos.
Dessa união, concebemos 3 filhos: Fernando Neto, João Basílio Bisneto e Marcus Van Basten. Maninha era uma mãe protetora, muito presente na vida dos filhos, dessas que faz tudo para que se sintam seguros para percorrer bem os caminhos da vida.
Nos anos 90, demos um passo importante: nos mudamos para Riachuelo, onde começamos a construir um novo capítulo, longe do lugar que nascemos e crescemos, e, longe do seio familiar.
Foi um tempo de superação mas também de aprendizado, adotamos Riachuelo como o lugar para realizar projetos de vida.
As lições levaram Maninha ao magistério, realizando o sonho de ser educadora. Em 1996 ela passou a fazer parte da educação do município na função de professora. Com sua dedicação, ajudou a formar diversas gerações de alunos, com um perfil de carinho (recíproco) com as turmas que ela ensinava.
A relação social fez Maninha ser um militante política. Podemos dizer que ela era minha cabo eleitoral número 1. Faz sentido. Maninha era a companheira. Nas visitas estava sempre ao meu lado, nas passeatas sempre vibrante e orgulhosa das conquistas.
Nesta última eleição, mesmo com a saúde abalada, fazia questão de participar dos atos, apoiando, incentivando, dando dicas….mostrando que ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher.
Posso dizer que Maninha viveu intensamente. Sim, como já foi dito: ela combateu o bom combate.
Aos que conviviam com ela, fica o exemplo do companheirismo. Aos familiares, a cumplicidade, a união, o apoio sob todas as circunstâncias. Aos que a procuravam, vai ficar o exemplo de sua atenção com as pessoas que precisavam de cuidados por alguma necessidade.
Maninha tinha orgulho do que construiu porque sabia que a sua luta era por algo que transcende a matéria.
Em tão pouco tempo como primeira dama e Secretária da Assistência Social, Maninha realizou várias ações em prol dos mais vulneráveis, fazendo questão de se fazer presente em todas as ocasiões. Era como se quisesse passar o recado de que para lutar o bom combate, você deve estar presente na luta. Fica o exemplo.
E após tanta lutas travadas, Deus a convocou.
A sua passagem para o reino celestial deixa uma dor profunda, mas sua história também deixa lembranças que ninguém pode apagar.
À Maninha, o nosso eterno agradecimento pela filha, esposa, mãe, avó, amiga e mulher exemplar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário